What truly matters

Resoluções de ano novo?

resoluções de ano novo

Está a chegar aquela altura do ano em que muitos de nós, não todos, colocam nos pratos da balança as coisas boas e más do ano que está a terminar, reflectindo no que queremos trazer para o novo ano que começa e nas coisas que queremos deixar para trás.

Atingimos todos os objectivos a que nos propusemos? Ou também esses ficaram lá atrás, logo nas primeiras semanas de Janeiro do ano que está quase a acabar? Já nem falo daqueles objectivos como, começar a frequentar o ginásio e praticar realmente exercício físico, alimentar-me melhor, ser menos consumista, aprender a simplificar, porque esses objectivos nada mais são do que decisões para a vida e nada que comece e acabe num ano.

Esses objectivos são práticas e hábitos de vida que trazemos para o nosso dia a dia, para uma vida mais saudável, de escolhas mais conscientes sem prazo para terminar. Mas é preciso querer. E fazer por isso. Todos os dias.

Refiro-me sim, a objectivos mais concretos, começando por fazer uma análise SWOT de nós mesmos. E o que é isso de uma análise SWOT? SWOT é o acrónimo das seguintes palavras:

S (strengths) refere-se às nossas valências, aquilo em que somos bons e fazemos bem e como podemos potenciar essas valência tanto na nossa vida pessoal como na vida profissional;

W (weaknesses), isto é, o que identificamos como sendo as nossas fraquezas e como as podemos corrigir e ultrapassar;

O (opportunities) refere-se às oportunidades, as quais já não dependem tanto de nós mas sim de factores externos. No entanto, está nas nossas mãos escolher, aproveitar, potenciar e agarrá-las, se assim fizer sentido, se não, não são oportunidades.

T (threats) ou ameaças, as quais também não dependem de nós, directamente, mas que poderão representar oportunidades de mudança, de aprender mais, de fazermos algo diferente com o nosso dia e com a nossa vida.

Depois desta análise, que tal começarmos por prestar mais atenção ao que nos rodeia? Que tal criarmos rituais mais construtivos e produtivos e despender menos tempo no que não nos acrescenta? Que tal mudarmos para o modo “gratidão” por tudo o que temos, por tudo o que conquistámos, por termos saúde, e reclamarmos menos?

Atitudes tão simples mas que poderão fazer toda a diferença na forma como começamos o nosso dia, como nos relacionamos com os outros e como aproveitamos o nosso tempo.

Precisamos apurar se estamos realmente alinhados com os nossos propósitos de vida, com o que nos faz bem, nos faz pessoas melhores e nos deixa mais felizes.

Happy New Year! Happy New You!

10 pequenos passos para grandes mudanças e uma vida bem mais feliz

10 passos para uma vida mais feliz

Que tal começarmos a gostar um pouco mais de nós e a sermos a nossa melhor companhia?

Como nos vemos? Como nos vêem os outros? Como queremos que os outros nos vejam?

O tema já não é novo mas nunca foi tão actual e relevante como agora, em que mostramos nas redes sociais como queremos que os outros nos vejam, usando filtros e apps de edição da “realidade” antes de passarmos à publicação. Em  troca, recebemos likes, “gostos” e sobe a nossa popularidade. Ou não.

Como anda a nossa auto-estima quando os nossos posts são ignorados ou não são acompanhados pelos nossos inúmeros “amigos” que frequentam as nossas redes sociais?

E que necessidade é essa, tão bem identificada,  FoMO (Fear of Missing Out, ou a sensação permanente de estar a perder algo), de querer estar sempre em contacto com a vida lá fora, a verificar as redes sociais ao minuto sobre quem, quando, onde, como, com quem, que nos tira tanto tempo, que nos distrai quando fazemos algo mais importante como conduzir de forma atenta e segura, ou quando queremos, de facto, dar o nosso tempo e atenção aos outros?

Vale a pena a ansiedade, o stress, a angústia, as inseguranças ou até a depressão, que de que tanto se fala? Desengane-se quem pensa que é um problema de millennials ou jovens. Há muita gente adulta a passar pelo mesmo.

Não deveremos cuidar do nosso bem estar em primeiro lugar?

Que tal utilizarmos o nosso tempo em algo que vale realmente a pena para nós, valorizando o tempo que nos é tão precioso?

Confira aqui 10 pequenos passos que podem provocar grandes mudanças para uma vida melhor e bem mais feliz:

  1. Estar ciente da situação, ter consciência da natureza do problema, é meio caminho para o solucionar. Estabeleça limites de consulta às redes sociais diminuindo ao máximo os acessos e tempos de consulta; acredite que há pessoas que chegaram mesmo ao ponto de desactivar todas as suas contas nas redes.
  2. Desligue todas as notificações sonoras de mensagens. Aprenda a relaxar, a apreciar essa tranquilidade e a concentrar-se no que realmente importa. Não é fácil, eu sei, mas para grandes males, grandes remédios, diz o ditado.
  3. Nós fazemos o nosso dia! Definir as nossas prioridades, as nossas intenções, a atitude para com os nossos compromissos é, realmente, o primeiro passo para ter um dia mais preenchido e realizado.
  4. Não faça comparações com a pessoa A ou B e não se deixe invadir por pensamentos negativos. A vida dos outros é deles. Nós somos suficientes. Vamos acreditar nas nossas qualidades, nas nossas capacidades e potencial. Que esse factor tão nosso não dependa das opiniões dos outros.
  5. Descubra novas diversões: desenhar, escrever, ler, estudar um tema novo, aprender um novo idioma, passear, conversar e passar, realmente, mais tempo de qualidade com as pessoas que são importantes. Faça um esforço para incorporar no seu dia essas actividades.
  6. Tire um tempo para si e analise o seu estado emocional: Como se sente? O que o/a motiva? O que nos perturba? O que nos deixa ansiosos? Somos nós que temos o poder de alterar a trajectória das nossas emoções. O que estamos a fazer para alterar a forma como nos sentimos?
  7. Cuide de si! Vai sempre a tempo! Descubra actividades que pode fazer sozinho ou acompanhado. Caminhadas, passeios de bicicleta, praticar exercício físico, dançar, praticar técnicas de relaxamento, a lista é infindável. Todos sabemos que a melhor forma de cuidar da mente é também cuidando do corpo. Eu descobri a prática de musculação e num post anterior já falei dos benefícios desta prática. Encontra-o aqui.
  8. Procure alimentar-se bem implementando no dia a dia-a-dia hábitos alimentares saudáveis*. Quer algumas dicas fáceis? Troque o pão e os cereais de compra por flocos de aveia integral para um pequeno almoço saciante, nutritivo e cheio de fibra; troque os refrigerantes e sumos de compra por água aromatizada ou infusões; substitua os petiscos por snacks como frutos secos; troque os hidratos de carbono simples por hidratos complexos como arroz integral, massas integrais, legumes e leguminosas variadas. É apenas uma questão de começar!

* Brevemente publicarei uma lista de compras para ajudar.

  1. Liberte-se do que não faz bem. Nunca se falou tanto de detox, declutter, simplify, que é como quem diz, desintoxicar, limpar, simplificar. Libertarmo-nos do que não nos faz bem é válido para pessoas, relações, coisas, empregos, hábitos, situações … É preciso saber dizer “não” ao que nos faz mal;
  2. Que tal aproveitar o tempo que sobra para observar mais, fazer amizades reais e menos virtuais, para estar mais atento/a ao que nos rodeia, interagir mais com os outros e interessar-se realmente pela resposta quando dizemos “Há quanto tempo! E então, como estás?”

Last but not the least, não leve o telemóvel, tablet ou computador para o quarto!

Nota da autora: este artigo não pretende ser anti-redes sociais. Espero sim, que seja um alerta.

Live and Learn, baby! 9 Life Lessons by Tim Minchin

Recentemente partilharam comigo um video que pensei ser interessante partilhar também (Obrigada, Inês Lobo!). Trata-se de um breve discurso do comediante, actor e cantor australiano Tim Minchin, que, apesar de expresso num tom informal é bastante inspirador.

Tim Minchin_9 Life Lessons

Descrito como “sublimamente talentoso, espirituoso, inteligente e descaradamente ofensivo, Tim Minchin fez este discurso “ 9 Life Lessons” na cerimónia em que lhe foi atribuído o doutoramento honoris causa* pela University of Western Australia.

* título honorífico concedido por universidades a pessoas eminentes, que não necessariamente tenham qualquer diploma universitário, mas que se tenham destacado em determinada área como artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz, causas humanitárias, etc.

Solidão na era digital: nunca estivemos tão conectados e tão sós“.

Excelente artigo publicado hoje no Observador pela mão da jornalista Ana Cristina Marques. Pela quantidade de vezes que este assunto tem sido referido nas conversas que tenho tido nos últimos tempos com diferente pessoas, reflecte bem que se trata de um tema muito preocupante e que nos tem que fazer parar e pensar. Não deixem de o ler aqui.

O princípio do “I share, therefore I am” bem presente no video “The Innovation of Loneliness”  poderá ter consequências irreversíveis para as quais não estamos certamente preparados.

De que forma estamos a utilizar a tecnologia para nos relacionarmos com os outros?

 

 

Um pensamento sobre “What truly matters

  1. Pingback: Live and Learn, baby! 9 Life Lessons by Tim Minchin | Maria Guimarães

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