Açúcar de Côco: sim ou não?

Açúcar de Côco: sim ou não?

açucar de coco_coconut sugar

Todos conhecemos de cor os efeitos negativos do consumo de açúcar. Já nem falo do excesso de consumo de açúcar, pois hoje temos açúcar “escondido” em muitos alimentos, mas sobre isso falarei noutra altura..

Açúcar branco como o conhecemos, é um produto altamente industrializado, rico em calorias vazias que consumido regularmente pode levar a desequilíbrios hormonais, ganho de peso, fígado gordo, doenças (graves) várias, para não mencionar que é aditivo!

Mas e quanto a todos os adoçantes naturais que são comercializados como alternativas “mais saudáveis” que o açúcar, como o mel, maple syrup ou xarope de ácer (tão popularizado nos filmes americanos), o açúcar de coco ou stevia?

Com excepção da stevia todos continuam a ser açúcar.

E o que os diferencia?

– O índice glicêmico (IG ou GI) e o efeito que tem nos níveis de açúcar no sangue;

– A percentagem de frutose na sua composição;

– Os nutrientes que podem parcialmente compensar os efeitos negativos do açúcar.

O que é o IG ou GI?

IG são as iniciais para índice glicémico (ou em inglês glicemic índex). O índice glicêmico é um fator que diferencia os alimentos, de acordo com a quantidade de moléculas de glicose presentes em cada um e está diretamente relacionado com a glicemia, que é o nível de açúcar circulante no sangue. Um IG baixo significa que o alimento não aumenta muito o nível de glicose no sangue enquanto um IG alto significa que o alimento eleva muito o nível de glicose no sangue.

Como referência e para que possa comparar, o açúcar branco tem 50%  de frutose e um IG  de cerca de 60 a 65.

Mas, não deixe se deixe enganar pela tabela do IG, pois a frutose tem um IG baixo sendo é metabolizada pelo organismo de forma diferente da glicose. A frutose passa primeiro pelo fígado onde é convertida em glicose entrando depois na corrente sanguínea. E o processo pelo qual a frutose é convertida pelo fígado em glicose é o que o faz trabalhar mais que o normal, levando ao que se chama de fígado-gordo, e ao aumento das taxas de colesterol e de triglicerídeos. Por esse motivo, mesmo que um produto tenha o IG baixo, ele tem um grande impacto no nosso organismo principalmente no fígado.

Se a glicose faz com que o pâncreas trabalhe além do normal, e a frutose ataca o fígado, o que nos resta?

Bem, quando a glicose é acompanhada de fibras, vitaminas e minerais, ela é libertada de forma lenta e gradual o que evita o pico de açúcar no sangue. Assim como, quando a frutose está acompanhada de fibras, o fígado não tem que trabalhar tanto. Então, para que o açúcar seja considerado menos mau, não deverá ter um elevado nível de frutose na sua composição e deve vir acompanhado de vitaminas, minerais e fibras.

Os tipos de açúcar abaixo serão as escolhas mais saudáveis:

  • Malte de cevada
  • Xarope de arroz integral
  • Rapadura
  • Açucar mascavado
  • Açúcar do côco
  • Maple Syrup ou Xarope de ácer

Mas, vamos então aos açúcares mais comuns e aos seus benefícios:

  1. Mel cru (preferencialmente biológico, não pasteurizado e não o que se encontra à venda em supermercados)

O mel cru tem enzimas naturais que são excelentes para a digestão, tem propriedades antimicrobianas, antioxidantes e pequenas quantidades de minerais e vitaminas. O seu IG é muito menor do que o açúcar, cerca de 35 a 50, dependendo do tipo.

  1. Maple Syrup ou xarope de ácer (encontra-se à venda em lojas seleccionadas)

Para além do sabor agradável, contém antioxidantes, pequenas quantidades de minerais, e possui menor número de calorias que o mel. Tem uma percentagem mais baixa de frutose (cerca de 35 por cento) e menor IG (cerca de 50 a 55) do que o açúcar, por isso é menos provável que provoque picos nos seus níveis de açúcar no sangue;

Nota: Certifique-se de que contém 100% de maple syrup sem xarope de milho adicionado ou outros aditivos.

  1. Stevia

O extrato de Stevia é derivado da planta de Stevia proveniente da América do Sul, que existe há séculos. Não tem calorias e tem muito pouco impacto sobre os níveis de açúcar no sangue.

Se o sabor não incomoda, esta pode ser sua opção #1.

Nota: Certifique-se de comprar extrato de stevia 100% puro. Evite a stevia processada que se encontra na maioria dos produtos embalados e em pacotes. Além disso é importante usar com moderação, já que é 100 vezes mais doce do que o açúcar.

  1. Açúcar de côco

Este açúcar é obtido através da seiva do coqueiro que, após ter passado por um processo de aquecimento e desidratação, se transforma em pequenos grânulos semelhantes aos do açúcar convencional, mas mais húmido e escuro.

O açúcar de côco apresenta um baixo IG e contém nutrientes como aminoácidos, potássio, magnésio, zinco, ferro e vitaminas do grupo B; para além de que é rico em inulina, um tipo de fibra que ajuda a diminuir a velocidade de absorção da glicose no sangue.

Este adoçante natural, cujo sabor se assemelha ao do caramelo, existe em grânulos e geleia. De todos é o meu favorito. Pode ser utilizado em todas as aplicações “tradicionais” do açúcar, sensivelmente na mesma quantidade. É ainda proveniente de produção sustentável.

Mas açúcar é açúcar e não importa tanto (entre os mais saudáveis) qual o tipo de açúcar que usamos, mas sim a quantidade e a frequência com que o ingerimos. Agora, face a tudo o que aprendemos, será de consumir com (ainda mais) moderação.

Referências:

Wikipédia
Beleza e Saúde
Bela Gil
Notícias Naturais

 

 

 

 

 

5 pensamentos sobre “Açúcar de Côco: sim ou não?

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